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Tag Archives: monogamia

-Quem se importa com quantos caras eu fico?

Eu sempre pensei que isso não fazia diferença, até notar que todos agiam como se o importante fosse quantidade. Desde sempre sem perceber, a quantidade se tornou padrão e segue até hoje. Mas o porquê eu não sei. Sei que sou uma vítima disso, se bem que vítima não é uma boa definição, pois posso mudar tudo ainda agora, se eu decidir, afinal, a vida é minha.

Sei que não sou de ninguém e nem possuo ninguém, e que isso não justifica o que faço. Mas me sinto bem, um cara legal aqui, um com mais pegada ali. Não me comprometo, logo não sofro. Já vi tantos exemplos dessa dor, eu mesma também já experimentei dela, é horrível. Confiança é algo muito frágil, amar é muito perigoso, um deslize e você vai ao chão, quebra a cara. Se sente um patinho feio, de que ninguém gosta. Mas ainda tenho um sonho, de poder sair disso, estar completa, feliz e plena. Apoiada por alguém que me trate da forma como desejo e mereço! E ai vem a sensação de insegurança, medo de arriscar de novo, e então fico na praia onde é mais seguro. “Nem queria nadar mesmo”, penso.

Tenho tentado mudar, mas acho que ainda não estou pronta, ou falta apoio de alguém, uma amiga talvez, só que todas pensam da mesma forma. Dessa mesma forma da qual eu quero fugir. Bem, pelo jeito vou ter que aprender sozinha a lidar com essa novidade. Talvez agora ou mais tarde, mas antes que isso se torne parte de mim. Não quero me perder nos outros, muitos outros, e deixar de ser eu mesma, porque sei que isso tudo não faz sentido. Meu desejo é ter alguém para chamar de meu, mesmo que não seja meu, e também de ser de alguém, mesmo sendo só de mim mesma.

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Eu não consigo ser outro, outra pessoa, outra personalidade, só consigo dizer a verdade.

Eu não fui feito pra viver nessa sociedade, eu não posso me adaptar a esse caos, a cada dia me surpreendo mais, a cada dia novas bizarrices aparecem, o mundo cada vez piora, tanto por dentro como por fora. Os seres humanos e suas emoções fabricadas, sua ganância, ninguém aqui é inocente eu sei, mas viver num mundo assim não pode ser, não pode ser verdade, eu não posso acreditar que chegamos a esse ponto, se olharmos pra traz veremos como “evoluímos”, sempre matando de forma diferente, mais eficaz, mais suja e covardemente, não, não, eu não poderia nem me declarar como parte disso, mas não posso esconder, também sou humano, também sou um deles, também tenho cinco dedos e duas pernas assim como os cientistas que inventaram a bomba atômica, e não tenho nenhum orgulho de dizer isso, na verdade tenho é vergonha.

Esse problema deve ter nome, e conseqüentemente, tratamento. Pensar às vezes é ruim, veja bem, você tem tanta coisa na cabeça, que não consegue parar de pensar, e conseqüentemente, tem sempre suas idéias por perto, como policiais, te defendendo de qualquer mentira. Sempre que você pensa em algo, já tem a resposta, no sentido de já saber se aquilo é certo ou não, entende? A moral é exacerbada em se fazer presente. Tentar sempre fazer o certo nos torna diferente, e no fundo não conseguimos ser felizes, porque fazer o certo é difícil quando todo mundo faz o errado. Ai quem parece errado somos nós.

Promiscuidade-Somos como cachorros

Exemplo: Todo mundo acha legal ser promíscuo, apesar de ironicamente odiarem essa palavra, talvez por medo de confrontar a verdade. E acham normal, tranqüilo e comum. Eu NÃO acho legal, e não acho certo, talvez por experiências na infância, más experiências, mas do meu ponto de vista acho ruim, é uma coisa estranha, é usar o outro a beneficio próprio, é ser um animal, um neandertal, como se o importante fosse só acasalar e proliferar a espécie, mas NÃO, CHEGA! Já passamos disso, agora somos racionais, não tem motivos pra isso, eu não vejo motivos pra isso. Eu sei q é difícil encontrar alguém legal e tal, mas esse também não é o meio, muito menos o correto. A psicologia deve dar um “motivo” pra essa promiscuidade, pode ser algo como “um vazio” que as pessoas tentam preencher ficando com varias outras pessoas que também desejam preencher esse vazio.

Completando que mesmo se eu não tivesse problemas com timidez, pensaria da mesma forma, não mudo minha cabeça, nem quero me tornar idiota, não sou um gênio, mas também não sou uma pessoa que faz coisas sem saber o porque. Isso é alienação, e não faço parte disso.


[…] Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações […]

[…] Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo […]

[…] Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos […]