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Porque curiosamente a cada década o numero de invenções para entretenimento aumenta mais? Pra acompanhar as descobertas tecnológicas e dar uma função a elas? Visando lucro? Ou o ser humano esta cada vez mais fugindo da realidade?

Antes eram apenas os brinquedos, que só as crianças usavam, pois lhes sobrava tempo e não tinham ainda tantas responsabilidades. Hoje existem mais formas de se “brincar” e passar o tempo livre. E conforme essas novas formas de entretenimento foram surgindo, elas acompanharam o crescimento daquelas crianças que agora adultas, levam isso para seus filhos, quebrando aquela barreira de tempo imaginário em que se parava de brincar quando se ficava “rapazinho”.

Hoje brincamos até com nossas avós na frente de um Kinect. Jogamos boliche com nossos tios no Wii. Não há mais barreiras e claro, isso é interessante, é legal, divertido. Mas há também os computadores, celulares e agora tablets que não deixam tempo livre pra nada, pois onde estivermos aquele aparelhinho pode estar com você, porque é pequeno, leve e prático. E ai você lembra de ver quem te deixou scraps, quem te cutucou no Facebook. Há, e tem o Twitter. O que será que está no Trendind Topics dessa vez? Vou chamar a galera pra usar minha hashtag…

E ai? Como deixar toda essa “vida” parada? Talvez você me responda algo assim:

-Não posso deixar, quero saber das novidades ora. Como vou saber se já não lançaram o novo filme dos Vingadores? O lançamento do iPad 3? O novo CD da Lady Gaga? Hoje em dia é tudo online, imprevisível. Não posso perder um segundo.

São muitos motivos para se estar online e quase nenhum para estar offline. Não devia ser o contrário? Não seria interessante também viver a vida material um pouco ao invés da virtual?

Agora voltando ao inicio, não existe “motivo” para esses adultos brincarem assim como havia no passado. Talvez haja mais vazio para ser preenchido. São tantas descobertas, facilidades que o ser humano tem hoje em dia, que ele não conhece mais a felicidade do dever cumprido, porque o esforço é bem menor. E todo esforço, é pra conseguir mais coisas externas pra preencher algo interno.

Quando recebemos um novo recado esquecemos da solidão. Quando alguém nos “add” nos sentimos mais importantes. Quando não compreendemos porque tanto trabalhamos, jogamos vídeo-game quando chegamos do serviço. Quando o medo nos faz ficar encolhidos num canto, entramos no MSN. Tantas contas pra pagar, de coisas que nem sabíamos que usávamos… Mas ai corremos pra fazendas virtuais e recriamos nossas vidas como queríamos que fossem.

Essa busca de preencher o nosso interior, aliado a tanta tecnologia, criou essa nova necessidade, essa nova preocupação. O vazio criou forma, e virou algo palpável. A Vida Virtual.

Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar.” Tyler Durden

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-Quem se importa com quantos caras eu fico?

Eu sempre pensei que isso não fazia diferença, até notar que todos agiam como se o importante fosse quantidade. Desde sempre sem perceber, a quantidade se tornou padrão e segue até hoje. Mas o porquê eu não sei. Sei que sou uma vítima disso, se bem que vítima não é uma boa definição, pois posso mudar tudo ainda agora, se eu decidir, afinal, a vida é minha.

Sei que não sou de ninguém e nem possuo ninguém, e que isso não justifica o que faço. Mas me sinto bem, um cara legal aqui, um com mais pegada ali. Não me comprometo, logo não sofro. Já vi tantos exemplos dessa dor, eu mesma também já experimentei dela, é horrível. Confiança é algo muito frágil, amar é muito perigoso, um deslize e você vai ao chão, quebra a cara. Se sente um patinho feio, de que ninguém gosta. Mas ainda tenho um sonho, de poder sair disso, estar completa, feliz e plena. Apoiada por alguém que me trate da forma como desejo e mereço! E ai vem a sensação de insegurança, medo de arriscar de novo, e então fico na praia onde é mais seguro. “Nem queria nadar mesmo”, penso.

Tenho tentado mudar, mas acho que ainda não estou pronta, ou falta apoio de alguém, uma amiga talvez, só que todas pensam da mesma forma. Dessa mesma forma da qual eu quero fugir. Bem, pelo jeito vou ter que aprender sozinha a lidar com essa novidade. Talvez agora ou mais tarde, mas antes que isso se torne parte de mim. Não quero me perder nos outros, muitos outros, e deixar de ser eu mesma, porque sei que isso tudo não faz sentido. Meu desejo é ter alguém para chamar de meu, mesmo que não seja meu, e também de ser de alguém, mesmo sendo só de mim mesma.

Há tantas coisas que não sabemos, que não possuímos meios de entender, que só o tempo pode nos preparar pra algo tão grande. Assim como não foi da noite para o dia que descobrimos coisas que hoje já são “normais”, como a TV, celular, computador, GPS, e por ai vai.

A pouco tempo comecei a ler algo que meu abriu uma nova visão as coisas. Uma visão tão esclarecedora e surreal que me deixou atordoado.

Legião

Legião – Robson Pinheiro por Ângelo Inácio

Há muito tempo vejo escreverem coisas estranhas sobre conspirações e profecias, que pra mim até então eram só paranóia de algumas pessoas na internet. Posso ter duvidado disso tudo porque pareciam muito ameaçadoras pra serem verdade. Pensamos que algo tão ruim assim não pode acontecer, mas agora acredito lamentavelmente, que sim.

será

Concentram-se tantas más intenções em nosso mundo que não saberia descrever com tão poucas palavras. Não estamos sozinhos em nossos afazeres ruins, há outros que também se interessam em fazer um mal na Terra, e não são poucos, muito menos fracos como nós.

Um bom motivo pra que eu tenha mudado de ideia é por eu acreditar muito mais em livros psicografados, pois seriam mais realistas devido a ser um espírito do outro lado que falava. Assim, seria impossível não admitir que exista vida após a morte entre outras coisas por exemplo. Seriam fatos descritos por espíritos que tem acesso a lugares e conhecimentos que não temos. Por isso seria mais confiável, uma vez que veem algo que nós não. Claro que não acredito em tudo, pois não a meios exatos de se comprovar o que um espírito diz. Kardec já tinha observado isso com seu método cientifico.

Até ai tudo bem, mas acontece que este livro que conheci, justamente desses que mais acredito, acabou por “confirmar” os tais paranóicos. O fato de acabar confirmando o que eles diziam, junto de tantas informações esclarecedoras e ao mesmo tempo profundamente complexas sobre coisas macabras, é que me fizeram ficar tão chocando quando juntei as peças depois de ler um dos capítulos.

A Terra se encontra num desequilíbrio tão grande, que ultrapassa nossa noção disso. São tantas coisas acontecendo nos lados sombrios do planeta, coisas realmente desagradáveis, obsessões de todo tipo, planos macabros e uma hierarquia do mal que te faz reavaliar a ideia que você possa ter do mundo das trevas.

O livro começa com os casos mais simples das modalidades do mal, dessa hierarquia. Começando pelas cidades, sim, as nossas, e vemos o que acontece a noite, nos botecos, nas esquinas. Passamos pelos cemitérios e descobrimos que existem “gangues” de espíritos que roubam a energia vital de corpos que ainda a possuem, como no caso dos suicidas. Há também feiticeiros e magos. Depois somos levados, após muitas explicações, aos lugares mais inferiores do planeta, onde a luz do Sol não alcança.

Desde os simples “encostos” que vagueiam por ai, até os temidos Magos Negros, todos colaboram para um plano profundamente sombrio de regredir a pouca evolução espiritual e moral que temos. São relatadas ideias terríveis que pretendem e estão investindo contra a Terra, como criação de doenças, manipulação de políticos de altos cargos de poder, que influenciam decisivamente o mundo, enfim, são muitas as ferramentas que usam, das mais simples até as mais sofisticadas, que ultrapassam e muito a nossa pobre tecnologia.

Mago

Chegamos num grau que não se poderia deixar acontecer. O Mal passou de todos os limites.
E tudo isso só fomos descobrir agora, e aos poucos, porque precisávamos de preparação para algo tão grande. Pois estamos nos aproximando de um novo ciclo da Terra, assim como a tempos passamos pelo dilúvio por exemplo.

Eu não sei se acredito em catástrofes, penso mais em uma mudança de comportamento. Mudaremos muito por dentro, refletindo sobre a vida, o universo e tudo mais. Do lado de lá, o Planeta será limpo das almas que não usaram suas várias encarnações pra evoluir e ficaram perdendo tempo. Pra mim isso é o que pode acontecer.

Sem fanatismos o que podemos fazer é confiar em Jesus, nosso regente planetário e fazer o melhora pra mudar, porque querendo ou não, estamos num nível nunca antes visto de maldade e mesmo que parte disso não tenha partido de nós e sim das Trevas, muitos se abrem a essas maldades e contribuem para que se alastrem. O tempo de SE mudar esta chegando, rever atitudes, comportamento, o “resto” é com os Planos mais elevados.

Recomendo ler os seguintes livros, se possível antes de ler Legião ou a trilogia, para assim poder entender melhor alguns detalhes da história, assim como situações pelas quais a Terra já passou:

Exilados de Capela – Edgar Armond
Nosso Lar – Chico Xavier por André Luíz

Também conhecida como Hatsune Miku no Japão, uma “cantora” (*) virtual que já fazia muito sucesso, agora foi “materializada”. Vindo desse país não assusta tanto, mas isso chegou ao limite e se você é ignorante ao ponto de achar que já viu de tudo, tome esta bela voadora estilo Lindomar:

Sim, isto é um holograma, e não, ela não vai te dar mole.

Como se não bastassem reality shows, novelas, orkut e outros tipos de entretenimento que já nos tiram da realidade o suficiente, agora temos um “ser” que é adorado como se fosse uma pessoa de carne e osso.

Eu entendo e aprecio os passos que damos em relação à Tecnologia, que a cada dia facilita mais nossas vidas, mas tudo precisa de um limite, um bom senso. Quando alguém vê esse vídeo com certeza se encanta com o quanto somos inteligentes e capazes de criar, mas será mesmo necessário até isso para nos divertir? Onde está nossa humanidade?

“Como todo mundo, você nasceu numa prisão que você não consegue cheirar, sentir ou tocar. Uma prisão para sua mente”

Pra quem já se sentia fora da realidade nesse mundo, depois de tantas “atrações” estranhas que nos deslocam pra fora da normalidade, como Lady Gaga por exemplo, penso que chegamos ao ápice. É possível se sentir entrando na Matrix, a cada dia, a cada minuto. Talvez nem possamos fazer mais nada, pois o futuro só nos aprisiona mais, nos deixa mais dependentes desse tipo de conteúdo, desse tipo de “realidade”.

A mentira está se tornando nossa verdade, estamos cada vez mais “conectados” e isso não é tão legal quando parece. Já se perguntou qual foi a ultima vez que ficou ao menos uma semana sem estar em contato com esse mundo tecnológico?

Depois disso me sinto mais que no direito de MANDAR pararem o mundo, pois quero descer!

(*) Cantora é o ca****, ela nem pensa, logo não existe.
Ps: Gorilaz também eram virtuais, mas não holográficos, e os caras tocavam de verdade atraz do palco, já essa “garota” tem até a voz sintética

Muito conhecido entre os fãs de jogos de terror, Fatal Frame é um dos mais fodas até hoje, fazendo muita gente perder noites de sono e canecas de café pra se manter de olhos abertos.

A história do jogo é circundada por um ritual macabro e bizarro, de uma pequena aldeia japonesa. Os personagens, atuais, ficam presos de alguma forma num mundo de espíritos, na verdade um pesadelo que não termina nunca, e precisam descobrir o que aconteceu com as pessoas dessa aldeia após esse ritual. No decorrer do jogo por meios de diários e rascunhos encontrados no caminho, o jogador vai descobrindo o passado da aldeia, dos personagens e o que aconteceu com eles.

Mesmo sendo só um jogo, deixa qualquer um de cabelo em pé em algumas situações porque para descobrir o que aconteceu com os moradores dessa aldeia, você vai ter que explorar uma antiga mansão das mais sinistras e seus complexos, com uma lanterna, uma fralda XD e uma câmera, sua única arma. Essa câmera, por sinal muito antiga, consegue de alguma forma enfraquecer os tais fantasmas e assim você consegue se defender.

O objetivo do jogo é juntar as peças pra entender as histórias, e conseguir sair vivo da mansão do mal. Mas o que faz o jogo ser tão TENSO e legal, é que você não tem tempo pra relaxar. Em nenhum momento se consegue ficar parado sem achar que vai aparecer alguém, pois como são fantasmas, conseguem atravessar as paredes e em alguns momentos não adianta fugir pra outro comodo #fikdik.

Pra não morrer no meio da sua busca, você tem um sensor que acende quando um espirito esta por perto, além da musiquinha nada relaxante, ai é só sacar sua…câmera, e tirar uma foto do penado. Mas tem um detalhe, você tem que deixa-lo no foco por um tempo pra conseguir drenar o máximo de energia e assim derrota-lo com menos cliques. Se ele te agarrar você perde sangue e com o tempo morre também (dããã).

Tem quem vai jogar só de dia e na companhia do máximo de pessoas, tem doido que vai jogar de noite, eu XD, e tem quem não vai jogar de tanto medo, mesmo assim é muito recomendado, pois não tem o mesmo elemento batido de outros jogos, em que você usa armas, serras, bastões mágicos, aqui uma câmera é tudo que você tem e mesmo não parecendo confiável, ela é potente, ainda mais se usar o filme certo e clicar no momento certo.

São 3 jogos pra Playstation2, os primeiros da série, e um pra Wii, o 4° jogo, que eu estou doido pra jogar porque com aquele joystick deve ser o bicho.

Adoro a série, porque é uma forma nova de lidar com fantasmas, e também porque gosto de fotografia, então fica mais interessante ainda. Joguei a série ao contrário, do 3° jogo para o 1°, que é o que estou jogando, o que dizem que atrai certas coisas…..e de noite :S. Apesar de que hoje não faço mais isso, acho que perdi o costume (ou coragem, como quiser :P).

O legal é quando você encontra um fantasma numa área mais aberta e pode tirar várias fotos seguidas se conseguir pega-lo no momento certo, que é quando o circulo da câmera fica vermelho. Enfim, taí um bom jogo de terror, recomendo jogar ao menos uma vez pra ver como é, e não tenham medo, difícil né?

 

O homem de hoje é sozinho com todo mundo. Uma sociedade de solidão coletiva, onde cada pessoa vive seu próprio mundo, sua própria fantasia em seu próprio quarto, em seu próprio apartamento (lê-se cubículo). Impulsionado pelos pais direta ou indiretamente a ser independente, segue seu rumo num espaço desconhecido, onde acaba por ser só mais um com a mesma história. Atualmente a vida da maioria das pessoas em grandes metrópoles é essa, viver preso em sua própria moradia, que hoje serve como caverna, onde nos escondemos de nossos inimigos, dos nossos medos e de nossa realidade. Temendo o presente e o que possa nos ameaçar, criamos uma casca pra nos proteger. Ali criamos nossos próprios mundos, nosso universo. Nele ninguém nos atinge.

 

 

O problema de criar essa carapaça é achar que esta protegido nela, quando não esta. Ela quebra, e muito fácil. Com a pedra chamada “Realidade”, esse escudo de vidro se quebra, quando a verdade se revela a alguém assim. Porque um dia temos que perceber onde estamos indo, um dia temos que acordar e tomar consciência dessas coisas. E mesmo que isso tire nosso conforto, nossa conformidade inconsciente, é bem melhor que viver numa prisão invisível, que teimamos em não querer ver, mesmo sabendo que tem algo ali, nos sufocando.

 

 

 

Saindo das asas da ignorância, que nos deixa tão aconchegados, podemos ser o que somos, quem somos. É melhor ser uma pessoa de mente aberta, ou mais uma formiga seguindo as ordens da rainha?

 

 

“O mundo é um belo livro, mas com pouca utilidade para quem não sabe ler.”

Que tolice é essa que as pessoas inventam? Que mulher tem que ser magra, ter peitão, ser loira de olho claro e homem tem que ter pau grande, ser sarado e ter olho claro também.

No fundo ninguém quer mudar por ninguém, e é o ideal, mas não, continuam com isso, a mulher se faz toda, morre de fome pra ficar magra igual uma bezerra do nordeste. Pinta o cabelo com aquelas coisas químicas terríveis, que fica parecendo uma arara de tão colorida. Se produz toda como dizem, (pra no fundo se reproduzir lol) pra alguém notar ela (como se não desse pra notar essa coisa magrela e colorida passando na rua, com aquele perfume da Avon. (Pareci o Christian Pior comentando XD)).

Aí vem outro idiota, esse não pode faltar também, o homem. Corta o cabelo igual está na moda, sei lá, como o Justin Bieber ou algum emo que nasceu do Fresno com o NxZero, ou ainda como(opa!) o Latino. Esse animal vai pra academia, malha 7 horas por dia, se mata levantando peso (já passamos da era da caverna meu amigo), e cria os tão desejados músculos, isso se não estiver com pressa e tomar uma bomba. O tamanho da ferramenta vai da sorte de ter um pai bem aparelhado, senão o jeito é tentar disfarçar o coitado, ou fazer uma daquelas cirurgias milagrosas que prometem aumentar o inaumentável (essa palavra existe? Parece que sim porque o Word corrigiu…).

Agora só falta uma coisa, unir essas duas figuras que juntas não tem 20 de QI, que parecem um casal de Cruz-Credo. E me diz, algum deles esta feliz? Talvez sim, mas uma falsa felicidade, pois acham que estão agradando ao outro, fazendo essas tolices, cegos de si. Atitudes sem qualquer fundamento.

Seguem a moda e as imposições da mídia, se tornam robôs viciados em ser o padrão de beleza, chegando ao ponto de não serem mais elas mesmas. Temo pelo pior, porque a cada dia isso piora, inclusive estou desistindo desse planeta depois que vi uma garotinha imitando a Lady Gaga na TV.

Se você quer ser a Barbie e se você quer ser o Pegador, boa sorte, vai fundo. Só não venha querer que eu mude de lado, porque quem sai da Matrix não volta mesmo se quiser…

Alphaville é uma película de Jean-Luc Godard. Considerado um clássico. O filme conta a história de um agente secreto enviado á cidade futurística de Alphaville onde os sentimentos foram abolidos e as pessoas são quase robôs. Nesse mundo sem cor (não só porque o filme é em P&B XD) Lemmy Caution enfrentará uma sociedade que não pode sentir nenhum tipo de emoção, onde tudo é feito com base em cálculos de probabilidade e controlado pelo computador Alpha 60. Sua missão é levar o professor von Braun, inventor do computador, de volta ao exterior.

O filme possui um clima noir, em preto & branco e alto contraste, também um toque distópico, onde uma cidade é dominada por uma tecnologia que deveria beneficiar o ser humano, e não o escravizar-lo o que ainda inclui-o no gênero ficção cientifica.

As influencias vem desde Metrópolis, e o expressionismo alemão, ao livro Admirável Mundo Novo, onde as pessoas perdem suas identidades, sendo controladas por algum sistema de classificação/alienação de seres humanos. Na cidade de Alphaville, quem sentir algum tipo de emoção é preso e executado, é algo intolerável. Tudo é controlado por probabilidades e estatísticas pelo computador Alpha 60, que também domina gestos, pensamentos e sentimentos dos habitantes.

Quando terminei de assistir me senti perdido, tanto pelo filme ser um pouco complexo como por não estar acostumado com filmes nesse clima. Foi então que não consegui digerir direito o que eu tinha visto, mas quanto à premissa principal, que é algo simples de entender, vi como esse é um filme super inteligente e importante. Não sou conhecedor de filmes, muito menos critico, só estou mostrando meu ponto de vista e minhas conclusões.

Assim como o filme foi influenciado, também influenciou. Arrisco-me a dizer que 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968) tenha sido um desses. No filme de Kubrick, um robô, HAL 9000, controla tudo na nave Discovery, e possui uma voz marcante, característica, como Alpha 60. A tripulação parece não possuir nenhuma emoção aparente, assim como as pessoas de Alphaville.

É um filme sublime, que mostra como as pessoas podem se perder se tiverem seus sentimentos reprimidos, pois o que nos faz humanos são eles, são nossa força interior, se não nos expressarmos, seremos como robôs. Não pode deixar de ser visto por nenhum cinéfilo, mesmo que “novato”, nem por qualquer pessoa alias, pois traz uma mensagem importante e você ainda pode ter a chance de compreender como os filmes de antigamente eram mais focados na narrativa, pois os efeitos especiais eram escassos. Hoje os filmes são vagos, tem um começo-meio-fim que parece seguir a mesma lógica, a mesma história, e ainda se perdem nos efeitos especiais.

Ficha Técnica:

Título original: Alphaville, une Étrange Aventure de Lemmy Caution
Gêneros: Ficção Científica
Tempo: 99min
Ano: 1965
Direção: Jean-Luc Godard
Roteiro: Jean-Luc Godard e Paul Éluard
Elenco:
Eddie Constantine (Lemmy Caution)
Anna Karina (Natacha Von Braun)
Akim Tamiroff (Henri Dickson)

Eu não consigo ser outro, outra pessoa, outra personalidade, só consigo dizer a verdade.

Eu não fui feito pra viver nessa sociedade, eu não posso me adaptar a esse caos, a cada dia me surpreendo mais, a cada dia novas bizarrices aparecem, o mundo cada vez piora, tanto por dentro como por fora. Os seres humanos e suas emoções fabricadas, sua ganância, ninguém aqui é inocente eu sei, mas viver num mundo assim não pode ser, não pode ser verdade, eu não posso acreditar que chegamos a esse ponto, se olharmos pra traz veremos como “evoluímos”, sempre matando de forma diferente, mais eficaz, mais suja e covardemente, não, não, eu não poderia nem me declarar como parte disso, mas não posso esconder, também sou humano, também sou um deles, também tenho cinco dedos e duas pernas assim como os cientistas que inventaram a bomba atômica, e não tenho nenhum orgulho de dizer isso, na verdade tenho é vergonha.

Esse problema deve ter nome, e conseqüentemente, tratamento. Pensar às vezes é ruim, veja bem, você tem tanta coisa na cabeça, que não consegue parar de pensar, e conseqüentemente, tem sempre suas idéias por perto, como policiais, te defendendo de qualquer mentira. Sempre que você pensa em algo, já tem a resposta, no sentido de já saber se aquilo é certo ou não, entende? A moral é exacerbada em se fazer presente. Tentar sempre fazer o certo nos torna diferente, e no fundo não conseguimos ser felizes, porque fazer o certo é difícil quando todo mundo faz o errado. Ai quem parece errado somos nós.

Promiscuidade-Somos como cachorros

Exemplo: Todo mundo acha legal ser promíscuo, apesar de ironicamente odiarem essa palavra, talvez por medo de confrontar a verdade. E acham normal, tranqüilo e comum. Eu NÃO acho legal, e não acho certo, talvez por experiências na infância, más experiências, mas do meu ponto de vista acho ruim, é uma coisa estranha, é usar o outro a beneficio próprio, é ser um animal, um neandertal, como se o importante fosse só acasalar e proliferar a espécie, mas NÃO, CHEGA! Já passamos disso, agora somos racionais, não tem motivos pra isso, eu não vejo motivos pra isso. Eu sei q é difícil encontrar alguém legal e tal, mas esse também não é o meio, muito menos o correto. A psicologia deve dar um “motivo” pra essa promiscuidade, pode ser algo como “um vazio” que as pessoas tentam preencher ficando com varias outras pessoas que também desejam preencher esse vazio.

Completando que mesmo se eu não tivesse problemas com timidez, pensaria da mesma forma, não mudo minha cabeça, nem quero me tornar idiota, não sou um gênio, mas também não sou uma pessoa que faz coisas sem saber o porque. Isso é alienação, e não faço parte disso.


[…] Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações […]

[…] Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo […]

[…] Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos […]

Dentro das paginas antigas foi encontrado velhas historias, das quais, muitas nos fazem refletir. Mas sabemos que não é só isso que importa, também é preciso saber o caminho a se tomar. Com uma boa intenção se consegue, sem muito esforço, avistar uma luz no caminho. Cada pedaço de um livro nos traz parte de uma vida, de um acontecimento, juntando as peças, nos tornamos inteiros, ou, mais completos. A transformação parte da sua vontade em descobrir a historia de um livro, a partir daí não se para mais, se vai longe, o universo expande em diversas direções.

O problema é manter o pensamento linear, não perder as rédeas da lógica.